segunda-feira, 6 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
REGRAS DE PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação são empregados na língua escrita para tentar recuperar recursos específicos da língua falada, tais como entonação, jogo de silêncio, pausas etc.
Divisão e emprego dos sinais de pontuação:
1- PONTO ( . )
a) indicar o final de uma frase declarativa.
Ex.: Lembro-me muito bem dele.
b) separar períodos entre si.
Ex.: Fica comigo. Não vá embora.
c) nas abreviaturas
Ex.: Av.; V. Ex.ª
2- VÍRGULA ( , )
É usada para marcar uma pausa do enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos por ela separados, apesar de participarem da mesma frase ou oração, não formam uma unidade sintática.
Ex.: Adelanta, esposa de João, foi a ganhadora única da Sena.
Podemos concluir que, quando há uma relação sintática entre termos da oração, não se pode separá-los por meio de vírgula. Não se separam por vírgula:
a) predicado de sujeito;
b) objeto de verbo;
c) adjunto adnominal de nome;
d) complemento nominal de nome;
e) predicativo do objeto do objeto;
f) oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa)
A vírgula no interior da oração
É utilizada nas seguintes situações:
a) separar o vocativo. Ex.: Maria, traga-me uma xícara de café.
A educação, meus amigos, é fundamental para o progresso do país.
b) separar alguns apostos. Ex.: Valdete, minha antiga empregada, esteve aqui ontem.
c) separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado.
Ex.: Chegando de viagem, procurarei por você.
As pessoas, muitas vezes, são falsas.
d) separar elementos de uma enumeração.
Ex.: Precisa-se de pedreiros, serventes, mestre-de-obras.
e) isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo.
Ex.: Amanhã, ou melhor, depois de amanhã podemos nos encontrar para acertar a viagem.
f) separar conjunções intercaladas.
Ex.: Não havia, porém, motivo para tanta raiva.
g) separar o complemento pleonástico antecipado.
Ex.: A mim, nada me importa.
h) isolar o nome de lugar na indicação de datas.
Ex.: Belo Horizonte, 26 de janeiro de 2001.
i) separar termos coordenados assindéticos.
Ex.: "Lua, lua, lua, lua,
por um momento meu canto contigo compactua..." (Caetano Veloso)
j) marcar a omissão de um termo (normalmente o verbo).
Ex.: Ela prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do verbo preferir)
Termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem dispensam o uso da vírgula.
Ex.: Conversaram sobre futebol, religião e política.
Não se falavam nem se olhavam./ Ainda não me decidi se viajarei para Bahia ou Ceará.
Entretanto, se essas conjunções aparecerem repetidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso da vírgula passa a ser obrigatório.
Ex.: Não fui nem ao velório, nem ao enterro, nem à missa de sétimo dia.A vírgula entre orações
É utilizada nas seguintes situações:
a) separar as orações subordinadas adjetivas explicativas.
Ex.: Meu pai, de quem guardo amargas lembranças, mora no Rio de Janeiro.
b) separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas (exceto as iniciadas pela
conjunção e ). Ex.: Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o trabalho. Estudou muito, mas não foi aprovado no exame.ATENÇÃO
Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção e:
1) quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes.
Ex.: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.
2) quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto). Ex.: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
3) quando a conjunção e assumir valores distintos que não seja da adição (adversidade, conseqüência, por exemplo) Ex.: Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.
c) separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas),
principalmente se estiverem antepostas à oração principal.
Ex.: "No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o gancho."( O selvagem - José de Alencar)
d) separar as orações intercaladas. Ex.: "- Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em a estar plantando..."
e) separar as orações substantivas antepostas à principal.
Ex.: Quanto custa viver, realmente não sei.
3- DOIS-PONTOS ( : )
a) iniciar a fala dos personagens:
Ex.: Então o chefe comentou:
- Está ótimo!
b) antes de apostos ou orações apositivas, enumerações ou seqüência de palavras que explicam, resumem idéias anteriores.
Ex.: Meus amigos são poucos: Jorge, Ricardo e Alexandre.
c) antes de citação
Ex.: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”
4- RETICÊNCIAS ( ... )
a) indicar dúvidas ou hesitação de quem fala.
Ex.: Sabe...eu queria te dizer que...esquece.
b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta
Ex.: - Alô! João está?
- Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais tarde...
c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a intenção de sugerir prolongamento de idéia.
Ex.: “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar)d) indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita.
Ex.: “Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros - Raimundo Fagner)
5- PARÊNTESES ( ( ) )
a) isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo e datas.
Ex.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), morreu muita gente.
"Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se como se fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta no fim do verão. “ (O milagre das chuvas no nordeste - Graça Aranha)
Dica: Os parênteses também podem substituir a vírgula ou o travessão.
6- PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )
a) Após vocativo
Ex.: “Parte, Heliel! “ ( As violetas de Nossa Senhora - Humberto de Campos)
b) Após imperativo
Ex.: Cale-se!
c) Após interjeição
Ex.: Ufa! Ai!d) Após palavras ou frases que denotem caráter emocional
Ex.: Que pena!
7- PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )
a) Em perguntas diretas
Ex.: Como você se chama?
b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação
Ex.: - Quem ganhou na loteria?
- Você.
- Eu?!
8- PONTO-E-VÍRGULA ( ; )
a) separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma petição, de uma seqüência, etc.
Ex.: Art. 127 – São penalidades disciplinares:
I- advertência;
II- suspensão;
III- demissão;
IV- cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V- destituição de cargo em comissão;
VI- destituição de função comissionada.
b) separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já tenham tido utilizado a vírgula.
Ex.: “O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora asma cardíaca; os
lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...) " (O visconde de Inhomerim - Visconde de Taunay)
9- TRAVESSÃO ( - )
a) dar início à fala de um personagem
Ex.: O filho perguntou:
- Pai, quando começarão as aulas?
b) indicar mudança do interlocutor nos diálogos
- Doutor, o que tenho é grave?
- Não se preocupe, é uma simples infecção. É só tomar um antibiótico e estará bom
c) unir grupos de palavras que indicam itinerário
Ex.: A rodovia Belém-Brasília está em péssimo estado.
Também pode ser usado em substituição à virgula em expressões ou frases explicativas
Ex.: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será mãe.
10- ASPAS ( “ ” )
a)isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares.
Ex.: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu admirador.
A festa na casa de Lúcio estava “chocante”.
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim requerido.
b) indicar uma citação textual
Ex.: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz a mala”. ( O prazer de viajar - Eça de Queirós)
Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se fizer necessário a utilização de novas aspas, estas serão simples. ( ' ' )
FONTE: http://www.tudosobreredacao.com.br/regras-de-pontuacao-virgula-ponto-exclamacao-reticencias-travessao-aspas.php
terça-feira, 31 de maio de 2016
ELABORAÇÃO DE ROTEIRO
Roteiro
1- Momento de “tempestade”
de ideias:
Anote todas as
ideias: palavras, frases, sem censura nenhuma. O momento é de explorar tudo o
que vier à cabeça a partir do tema proposto.
2- Momento de riscar
aquilo que não fará parte do texto.
3- Momento de
organizar as ideias. Definir a argumentação e delimitar o que será dito em cada
parágrafo.
4- Momento de buscar
a aplicação do conhecimento de várias áreas, fazer relações, elaborar argumentos
de autoridade, proposta de intervenção (ENEM)...
5- Momento de
trabalhar o CAMPO SEMÂNTICO, isto é, que palavras relacionadas ao tema central
não podem deixar de ser usadas no texto? LISTE ESSAS PALAVRAS IMPRESCINDÍVEIS.
6- Momento de
elaborar o texto em si.
7- Momento de
revisar. Prestar atenção na pontuação, na ortografia, na regência e concordância,
nos elementos coesivos, na clareza e coerência das ideias.
A ESTRUTURA DO TEXTO DISSERTATIVO
A Dissertação se caracteriza pela
defesa de uma ideia, de um ponto de vista, ou pelo questionamento acerca de um
determinado assunto. Para a fundamentação desse ponto de vista, o texto
dissertativo utiliza uma estrutura argumentativa, pois é a partir desses
argumentos que se justificará a ideia central da dissertação.
Em geral, para se obter maior
clareza na exposição de um ponto de vista, costuma-se distribuir o texto
dissertativo em três partes:
Introdução: em que se apresenta
a ideia ou o ponto de vista a ser defendido;
Desenvolvimento ou
Argumentação: em que se desenvolve o ponto de vista para tentar convencer o
leitor, usando uma sólida argumentação, com exemplos, citações, ou fornecimento
de dados;
Conclusão: em que se dá um
fecho ao texto, coerente com o desenvolvimento, com os argumentos apresentados.
Em um texto dissertativo não há,
de forma alguma, a marca de interlocução. Argumenta-se para convencer um leitor
hipotético, chamado de interlocutor universal. Portanto, em uma estrutura
dissertativa a presença da 2ª pessoa, de vocativos implica uma inadequação ao
tipo de texto a que se propõe.
A elaboração de uma dissertação
não está centrada na função poética da linguagem e sim na colocação e na defesa
de ideias, logo não se justifica o uso exagerado de figuras de linguagem em um
texto dissertativo, pois os subtextos que a linguagem figurada cria pode, de
alguma forma, esvaziar o poder argumentativo do texto.
A seleção de argumentos e ainda a
forma de argumentar serão decisivos para a estruturação e o sucesso do texto. A
consistência da dissertação se deve, basicamente, à consistência dos argumentos
escolhidos para defender o ponto de vista. A esse ponto de vista damos o nome
de tese.
Acerca de um tema podemos obter
vários pontos de vista diferentes. Por isso, é fundamental que se eleja, antes
de tudo, a tese que será defendida a respeito daquele tema. Definida a tese,
podemos selecionar os argumentos mais contundentes que possam sustentar a tese
que se pretende defender.
Uma argumentação sustenta-se
basicamente de quatro maneiras:
argumentos de valor universal
- aqueles que são incontestáveis. Se dissermos, por exemplo, que sem resolver
os problemas de família não se resolvem os das crianças de rua, vai ser difícil
alguém contradizê-lo;
dados colhidos na realidade
- as informações têm de ser exatas e do conhecimento de todos. Informações
falsas ou sem respaldo suficiente não convencem ninguém;
citações de autoridade -
neste caso, o embasamento pode vir dos principais autores sobre o assunto. É
importante ler muito e se informar;
exemplos e ilustrações -
recorrer a exemplos conhecidos, de domínio público, ajuda a fortalecer a
argumentação.
TEXTUALIDADE, COESÃO TEXTUAL E SEUS OPERADORES
TEXTUALIDADE, COESÃO TEXTUAL E SEUS OPERADORES
Um texto não é uma sequência de sentenças, mas um
encadeamento semântico delas, criando uma rede de sentido, a que damos o nome
de textualidade. A esse encadeamento
damos o nome de coesão. Em um texto
falado podemos recuperar informações através de vários mecanismos, como o
gesto, o tom da voz, o olhar. Em um texto escrito, esses recursos não estão
disponíveis, portanto é fundamental que o encadeamento das sentenças seja
preciso.
Uma textualidade supõe o entendimento claro do que se
está querendo dizer, mas a língua dispõe de amplos recursos para construir essa
textualidade de forma mais enxuta e coesa. Trata-se dos mecanismos de coesão.
Tomemos como exemplo duas sentenças simples:
Pegue as
frutas. Coloque as frutas no carrinho.
O falante pode recuperar a informação sobre quais
frutas são apontando para elas, por exemplo. Suponhamos que houvesse várias
frutas, umas próximas ao falante, outras distante dele. Em um texto escrito
seria fundamental que se determinasse através de um mecanismo de coesão a quais
frutas estamos nos referindo:
Pegue aquelas
frutas. Coloque as frutas no carrinho.
Esse procedimento, ainda que correto torna
desagradável a leitura que se pretende fluida. Assim, faz parte do processo coesivo
a adoção de uma estrutura mais enxuta, evitando repetições desnecessárias à
textualidade.
Veja agora:
Pegue
aquelas frutas. Coloque-as no carrinho.
Repare que o termo “frutas” foi recuperado pelo
pronome “as”, deixando o texto mais enxuto, mais fluido, sem perder a sua
clareza.
Vejamos alguns mecanismos de coesão:
Referência:
A coesão se estabelece
fazendo referência a algum elemento já mencionado ou ainda por se mencionar. No
exemplo anterior, o pronome “as” retoma o substantivo a que se faz referência.
É a chamada referência anafórica.
Veja um outro tipo de coesão referencial:
O time só pensava nisto: a conquista do campeonato.
Repare que o pronome
“isto” só faz sentido se recuperado pela sentença posterior: “a conquista do
campeonato.” A coesão se estabelece não pelo foi dito, mas pelo que se está por
dizer. É a chamada referência catafórica.
As palavras responsáveis
por esse tipo de coesão são os pronomes, que podem ser pessoais, possessivos ou
demonstrativos, os advérbios de lugar e os artigos definidos. Veja esses
exemplos:
No bar, Leticia pediu uma cerveja. A cerveja, no
entanto, estava quente.
Veja que se
substituíssemos o artigo definido por um indefinido, o texto não faria sentido:
* No bar, Leticia pediu uma cerveja. Uma cerveja, no
entanto, estava quente.
Veja:
Daniel esteve, ontem, em Brasília. Na referida
cidade, o mesmo disse que a política continuava instável.
Poderíamos tornar esse segmento mais coeso:
Daniel esteve, ontem, em Brasília. Lá , ele
disse que a política continuava instável.
Ao escrever essas sentenças percebemos que o pronome
“ele” poderia ser suprimido. É um outro mecanismo de coesão:
Elipse:
Estabelece-se quando algum elemento do texto é
omitido:
Daniel esteve, ontem, em Brasília. Lá , (ele)
disse que a política continuava instável.
Coesão lexical:
Trata-se do efeito obtido pela seleção vocabular ao
se repetir o item lexical, substituindo-o por um sinônimo, um hiperônimo, ou
ainda, um nome genérico. Veja:
Aquele menino foi bem no teste. O garoto parecia, de
fato, preparado.
Os ladrões correram para dentro do supermercado. Lá,
os criminosos foram detidos pela polícia.
As
crianças se assustaram com as pegadas no chão. Quando se deram conta, viram a coisa atrás da porta.
Um tipo de coesão lexical é a nominalização, que transforma um verbo em substantivo,
estabelecendo a coesão textual:
É preciso transformar a sociedade. Tal transformação começa com o incentivo à
cultura e à educação.
Conjunção ou
Conexão:
Estabelece uma correlação entre o que está para ser
dito e o que já foi dito anteriormente travando uma relação de sentido
qualquer.
Murilo
estava sem dinheiro e pediu dinheiro
ao banco.
Murilo
pediu dinheiro ao banco, mas não
conseguiu pagar.
Como não conseguiu pagar o
dinheiro, Murilo perdeu o seu crédito.
DISSERTAÇÃO: PARTES DO TEXTO DISSERTATIVO, TESE E ARGUMENTO
DISSERTAÇÃO
Ø
PARTES DA DISSERTAÇÃO
Ø
ARGUMENTO
Ø
TESE
AS PARTES DO TEXTO DISSERTATIVO
• INTRODUÇÃO
• DESENVOLVIMENTO
• CONCLUSÃO
ARGUMENTO
Significado de Argumento
1 Raciocínio de que se tira consequência.
2 Objeção.
3 Razão, prova.
4 Exposição resumida.
5 Texto com a ação, os diálogos e as indicações técnicas para a realização de uma obra cinematográfica ou televisual.
6 Cada um dos elementos nominais que implicam uma relação de dependência com o predicado da frase.
https://dicionariodoaurelio.com/argumento
TESE
Significado de Tese
1 Proposição que alguém expõe propondo-se discuti-la ou
defendê-la.
2 Assunto, tema.
3 em tese: em geral.
https://dicionariodoaurelio.com/tese
EXEMPLO:
“A leitura auxilia o desenvolvimento da escrita, pois lendo
o indivíduo tem contato com modelos de textos bem-redigidos que ao longo do
tempo farão parte de sua bagagem linguística; e também porque entrará em
contato com vários pontos de vista de intelectuais diversos, ampliando, dessa
forma, o seu ponto de vista em relação aos assuntos. Como a produção escrita se
baseia praticamente na exposição de ideias por meio de palavras, certamente
aquele que lê desenvolverá sua habilidade devido ao enriquecimento linguístico
adquirido através da leitura de bons autores.”
No texto acima temos uma ideia defendida pelo autor.
TESE:“A leitura auxilia o desenvolvimento da
escrita.”
Em seguida o autor defende seu ponto de vista com os
seguintes argumentos:
ARGUMENTOS:“… lendo o indivíduo tem contato com
modelos de textos bem-redigidos que ao longo do tempo farão parte de sua
bagagem linguística e, também, porque entrará em contato com vários pontos de
vista de intelectuais diversos, ampliando, dessa forma, o seu ponto de vista em
relação aos assuntos.”
E por fim, comprovada a sua tese, veja que (a idéia da
tese) é recuperada:
CONCLUSÃO: “Como a produção escrita se baseia
praticamente na exposição de ideias por meio de palavras, certamente aquele que
lê desenvolverá sua habilidade devido ao enriquecimento linguístico adquirido
através da leitura de bons autores.”
Observe como o texto dissertativo tem por objetivo expressar
um determinado ponto de vista em relação a um assunto qualquer, e convencer o
leitor de que este ponto de vista está correto. Poderíamos afirmar que o texto
dissertativo é um exercício de cidadania, pois nele o indivíduo exerce seu
papel de cidadão, questionando valores, reivindicando algo, expondo pontos de
vista, etc.
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